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NariCFox/ArchLinux-PersonalInstalationGuide

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ArchLinux-PersonalInstalationGuide

Guia pessoal de instalação com os comandos geralmente usados e com base na ArchWiki oficial para me guiar.

_________________________________________________________________

-|Instalação do Arch Linux|-

Baseado na ArchWiki em inglês.

  • Primeiro de tudo é necessário formatar um pendrive para fazer o boot da ISO desejada, só depois dá pra adicionar a ISO. Eu utilizei o Ventoy para formatar. Com o Ventoy é possível usar vários tipos de ISO e distros diferentes.

  • Caso seja necessário, é possível aumentar o tamanho da fonte dentro da ISO de acordo com a sua preferência utilizando o setfont, mais detalhes na página da ArchWiki na sessão 3.1: ConsoleFonts.

  • Algumas vezes pode ocorrer algum problema com a ISO, esses problemas são resolvidos fazendo a atualização das keyrings/chaves baixando o pacote archlinux-keyring, depois é só iniciar e popular pelo pacman. Mais informações na ArchWiki, sessões 1.2 e 2.1: Keyring: Init e Populate.




1) Começar a instalação ajustando o teclado.

Inicialmente a modificação do teclado é feita por 2 motivos, o primeiro é para ter acesso a alguns símbolos que não tem por padrão dependendo do teclado que está sendo utilizado por padrão, o segundo é para ficar mais simples de se localizar já que cada pessoa tem um certo costume com um tipo de teclado.

Para pesquisar a os teclados disponíveis utilizamos o comando:

ls /usr/share/kbd/keymaps/**/br*.map.gz
  • *kbd: É utilizado para pesquisar os teclados disponíveis em todos os idiomas que tem no banco de dados.

  • *br: Você pode modificar a sigla para o idioma desejado, br pesquisa em português brasileiro.

Se você quiser pesquisar todos os idiomas disponíveis, é só deixar o comando sem o br, como é mostrado abaixo.

ls /usr/share/kbd/keymaps/**/*.map.gz

Para selecionar o teclado desejado, basta adicionar o comando abaixo:

loadkeys br-abnt2

A opção de loadkeys serve para ativar o telado e a opção de br-abnt2 seleciona a opção de português brasileiro, outro exemplo de idioma seria o de-latin1 que é usado como padrão pela ArchWiki em inglês.

Esse é o básico de como ativar o teclado em outro idioma para você ter acesso a símbolos como: |, / e ç.




2) Em seguida verificar a conexão com a internet

Para iniciar a verificação de conexão com a rede podemos utilizar o comando:

ip link

O ‘ip link’ verifica se a conexão é por Wi-Fi(wlan0) ou a cabo(eth).

"Se aparecer como ‘DOWN’ não há conexão nenhuma. Se aparecer ‘UP’ tem conexão com a internet. você vai saber se é a cabo ou Wi-Fi com base na descrição da conexão.

Abaixo segue um exemplo de conexão somente pelo Wi-Fi:

Print - ConexaoWiFi

Quando ambas as conexões estão ativas aparece tudo ‘UP’, quando ambas estão inativas aparece tudo ‘DOWN’, e quando é só uma das duas que está ativa só aparece ‘UP’ em uma das duas."

Após verificar a situação da sua conexão basta conectar utilizando os programa de conexão desejado (iwctl, mmcli, systemd-networkd, etc...), abaixo segue o exemplo de conexão pelo ‘iwctl’, (ele deixa a senha oculta e eu acho bonitinho):

iwctl

device list

"Se a rede de Wi-Fi estiver aparecendo como ‘Powered off’ vai ser preciso ativar para ficar como ‘Powered on’, para isso basta usar os comandos abaixo:

device wlan0 set-property Powered on

adapter NomeDaPlacaWiFi set-property Powered on

Esses comandos vão ativar tanto a sua placa de Wi-Fi quanto a sua rede para o seu computador conseguir reconhecer e se conectar corretamente."

Esse comando abaixo serve para escanear as redes Wi-Fi disponíveis, mas não vai mostrar nada, ele só serve para o programa saber que elas existem.

station wlan0 scan

Já o comando que realmente te mostra as redes disponíveis para então selecionar a rede Wi-Fi desejada.

station wlan0 get-networks

Para se conectar a rede é só usar o camando abaixo que faz a conexão e em seguida solicita para você a senha, caso tenha senha no Wi-Fi.

station wlan0 connect NomeDaRedeWifi

Quando você conecta na rede wifi ele solicita a senha em seguida, mas caso você não queira ter que colocar a senha só depois, basta fazer o comando direto, mas a senha não vai ficar escondida. O comando direto é:

iwctl —passphrase SenhaDoWiFi station wlan0 connect NomeDoWiFi

Dessa forma você conecta direto no Wi-Fi e a senha fica visível também, além de ser um comando direto que você faz de uma vez só.

"Lembrando que é sempre bem mais fácil olhar os comandos na ArchWiki: iwctl."




3) É importante sincronizar os relógios e o calendário corretamente

Agora seguindo para as configurações de data e hora é essencial entender que o seu computador precisa estar sincronizado para conseguir fazer o download de pacotes corretamente, caso contrário a conexão com o servidor global pode apresentar erros e falhas de conexão.

Para realizar esse processo então utilizamos o ‘timedatectl’ que basicamente é um sincronizador global, inclusive tem uma diferença entre o horário local e o global.

Por isso para ter o horário local configurado é necessário selecionar uma ‘timezone/zona do tempo’ que é basicamente a sua localização global com relação ao Meridiano de Grennwich (a linha central do planeta, utilizada para calcular o horário terrestre de acordo com sua localização geográfica no planeta), para isso vamos utilizar a sequência de comandos abaixo:

Para saber como está a situação da sua data e hora:

timedatectl ou timedatectl status

Para sincronizar seus relógios e data:

timedatectl set-ntp true

Para poder verificar uma lista com as timezones disponíveis:

timedatectl list-timezones | grep America

"Utilizamos o ‘| grep America’ para filtrar a lista somente para o continente Americaco, caso seja de sua escolha basta colocar o nome do continente desejado no final do comando, como por exemplo ‘| grep Europe’ para ter uma lista das localidades europeias."

Comando absoluto para selecionar a zona continental (America) e a zona local (São Paulo) de acordo com sua preferência e a lista de zonas gerada anteriormente:

ln –sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo /etc/localtime

"A zona que geralmente utilizamos como padrão no Brasil é São Paulo, mas caso haja alguma diferença de horário na sua cidade com relação ao horário de brasília, basta verificar na lista Americana a mais próxima a sua cidade."

Abaixo tem um print de como você iria visualizar essa parte da configuração durante a sua instalação do ArchLinux pela ISO:

TimedatectlConfigurado-Print

Não tem muito segredo no ‘timedactl’, é basicamente isso e inclusive você até pode fazer essa parte depois de selecionar a zona, mas a sincronização do hardware com o servidor global é essencial.




4) Atenção na criação e organização das partições para dar boot corretamente

Iniciamos o processo de particionamento conhecendo o nosso disco, o HD ou SSD, a listagem de blocos é feita com o ‘lsblk’ assim conseguimos visualizar todos os discos conectados a placa mãe e as partições já existentes.

Lista os blocos/partições existentes:

lsblk

"Abaixo segue o print de um exemplo de blocos listados em uma Máquina Virtual (VM), o nome do disco é ‘vda’ e tem um espaço de 40 gigabytes.

O linux consegue rodar o sistema em em discos com espaços pequenos sem problemas e a VM está sendo utilizada para ilustrar o que vai aparecer quando fazemos isso em um computador.

Cada computador nomeia o seu disco de uma forma diferente, para identificar basta verificar o tamanho do volume, geralmente eles são a partir de 256 gigabytes."

ListaDeBlocosVazios-Print


"Sobre o ‘fdisk’ existem outros programas de particionamento como o ‘parted ou cfdisk’, mas eu utilizo o ‘fdisk’, ele é um programa de particionamento, você acessa ele e dentro dele tem comandos próprios que podem ser utilizados, basta digitar ‘m’ para ter um guia/lista de comandos.

TabelaMAjuda-Print

Tem duas formas de sair do programa também que é importante prestar atenção: ‘w’ sai e salva tudo que você modificou; ‘q’ sai sem salvar nenhuma alteração nas partições ou disco existente."


Para entrar no ‘fdisk’, iniciar o programa de partições e selecionar o disco que você vai dividir/particionar:

fdisk /dev/sdx

"Abaixo o print de exemplo ao entrar no particionamento de discos pelo ‘fdisk’."

FdiskWelcome-Print

Cada partição tem uma forma específica de ser formatada e montada, também é possível nomear suas partições para facilitar a identificação dela e para o que você está utilizando cada coisa.

As 3 formas de montagem mais comuns são ROOT, SWAP e BOOT. São as mais utilizadas e básicas que se pode aprender a fazer.

  • ROOT: É a partição raiz onde são registrados os arquivos do sistema, pastas de usuários, etc...

  • SWAP: Memória RAM a mais que pode ser adicionada manualmente, essa memória é adicionada como uma extensão do disco (HD ou SSD).

  • BOOT: O sistema de inicialização que garante que os arquivos do sistema operacional não serão corrompidos e irá iniciar com segurança.

Para criar partições utilizamos o comando ‘n’ dentro do ‘fdisk’, em seguida começamos a configuração de numeração e tamanho da partição.

Eu decido o tamanho das minha partições pelo que eu vou precisar para o meu sistema, mas o básico que o ‘boot’ precisa no mínimo por padrão é 300Megabytes; uma ‘swap’ razoável utiliza de 4G a 2Gigabytes (depende do quanto você ja possui de RAM e o total que você quer ter); o ‘root’ pode ficar com todo o espaço restante do HD ou SSD, então não é necessário colocar um valor nele, por isso eu geralmente faço o ‘root’ por último e faço a numeração das partições da última para a primeira, como eu faço só 3 inicio criando a número 3, vou para o 2 e deixo sempre o ‘root’ como 1.

Para criar basta entender o seguinte:

  • n = Cria uma nova partição

  • Partition type: ‘p’ ou ‘e’ = A menos que você saiba e vá fazer um contêiner, pode selecionar a padrão apertando a tecla ‘enter’ ou ‘p’ que é a partição primária.

  • Partition number (1-4, default 1) = A menos que você ligue, você pode seguir a ordem de numérica que quiser, basta você se lembrar o que cada número significa (se é root, boot ou swap), ou verificar usando o lsblk antes de formatar cada partição.

  • First sector (2048-83886079, default 2048) = A menos que você saiba o que está fazendo ou queira fazer uma configuração muito específica, é só seguir em frente e deixar o padrão que é 2048 apertando ‘enter’.

  • Last sector, +/-sectors or +/-size{K,M,G,T,P} (2048-83886079, default 83886079) = Quantidade de kbytes, megabytes, gigabytes, trabytes ou terabytes a ser selecionado. Para colocar o número que deseja basta escrever assim: +300G (para 300 gigabytes recomendado para boot); +4G (4 gigabytes,recomendado para swap).

Basicamente é só isso que você precisa saber para montar suas partições independente do espaço disponível no seu HD ou SSD, lembrando que se você tiver mais espaço disponível sempre pode aumentar o tamanho da sua ‘swap’ e deixar o restante todo para o ‘root’.

Abaixo tem um exemplo de como criar partições, lembrando que eu faço na ordem contrária, sendo do 3 ao 1, iniciando pelo boot, seguido do swap e por último o root.

CriarPartiçõesN-Print

Lembre-se de salvar utilizando a letra ‘w’ para salvar e sair do ‘fdisk’ sem perder as modificações que você já fez. Abaixo tem um print de exemplo:

WParaSalvar-Print

Agora que as partições já foram criadas é só formatar as partições e nesse processo também podemos nomear elas da forma que quisermos.

Eu geralmente formato somente o ‘root’ como ‘.btrfs’, o ‘boot’ eu formato como ‘.ext4’ e o ‘swap’ tem uma formatação própria, essa parte de ‘.btrfs’ ou ‘.ext4’ também depende de como você vai utilizar o seu sistema e se vai ser necessário uma formatação específica para alguma configuração específica que você for usar. Caso contrário esse tipo de formatação é o suficiente para utilizar no dia a dia.

Vale resaltar que você precisa saber o nome com numeração das suas partições na lista, os comandos utilizados são:

lsblk = Para saber o nome das suas partições e já verificar se elas foram criadas corretamente. Elas vão aparecer igual no print abaixo:

PartiçõesCriadas-Print

Formatação do root:

mkfs.btrfs -L HD-SSD /dev/vda1

FormataçãoBTRFS

Formatação do swap:

mkswap –L Swap /dev/vda2

FormataçãoSwap

Formatação do boot:

mkfs.ext4 -L Boot /dev/vda3

FormataçãoEXT4

"Caso dê algum erro na formatação do tipo '.ext4' é recomendado formatar assim:

mkfs.fat -F32 /dev/vda3

Esse tipo de formataçãotambém funciona muito bem para o boot, então se ocorrer qualquer erro basta desmontar e remontar como '.fat' para corrigir."

Agora estamos prontos para a montagem dos discos, no final de cada processo aparece se o nome foi dado corretamente como você pode ver nos prints acima.




5) Montagem das partições para iniciar a instalação

São utilizados 3 comando para fazer a montagem de discos, um para ‘root’, um para ‘swap’ e um para ‘boot’. Assim é possível acessar corretamente cada partição para o computador conseguir utilizar toda sua capacidade.

Para o ROOT:

mount /dev/sdx1 /mnt

Para o SWAP:

swapon /dev/sdx2

Para o BOOT:

mount —mkdir /dev/sdx3 /mnt/boot/efi

" Caso você queira na montagem do ‘boot’ pode adicionar a ‘/efi’, mas ela é opcional e a menos que você esteja fazendo especificamente para usar com ‘efi’ não é necessário."

Após fazer os comandos basta verificar se os blocos foram montados corretamente utilizando o ‘lsblk’ como no print abaixo:

BlocosMontados-Print

Caso precise desmontar algum volume, basta fazer os comandos abaixo, veja também o print de exemplo:

Serve para root e boot basta mudar a partição:

umount /dev/sdx1

Serve para o swap:

swapoff /dev/sdx2

DesmontarBlocos-Print




6) Iniciar a instalação do ArchLinux

"Observação: Eu uso os mirrors/espelhos padrões do sistema, então eu não faço a seleção dos espelhos, listagem ou configuração. Mas vou deixar um passo a passo básico para quem gosta de usar!"

6.1 -| Como trocar os Mirrors e fazer MirrorList |-

_____________________________ [O que são?] ______________________________

- Os mirrors/espelhos são os servidores que se conectam ao seu programa de atualizações do sistema (pacman, apt, etc) para poder ter uma conexão com os arquivos a serem atualizados, de forma que o processo de atualização ou instalação de arquivos pode variar na velocidade de acordo com o mirror selecionado (nacional ou internacional). Mirrors regionais tendem a ter uma velocidade maior de conexão então as instalações são mais rápidas por consequência.


__________________________{Passo a Passo}

~> Ir para o diretório onde estão os mirrors, geralmente fica no diretório '/etc/pacman.d', é o caminho padrão do sistema do ArchLinux;

~> Neste diretório existem alguns arquivos já gerados automaticamente, mas o que vamos fazer independente de ser manual ou com comandos absolutos é criar o arquivo de configuração do mirrorlist. Se ele já existir só vai ser atualizado;

  • {Opção manual direto no arquivo de configuração e pelo site}

~> No site 'ArchLinux.org' você vai até o 'Mirrorlist Updater' e faz a seleção dos mirrors que você deseja, basta selecionar o país de sua escolha, selecionar as opções desejadas de protocolo e versão IP (http, https, ipv4 ou ipv6) e clicar em Gerar Lista/Generate List. Quando a lista for gerada é só copiar e colocar no arquivo de configuração 'mirrorlist';

vim /etc/pacman.d/mirrorlist

~> No arquivo de configuração do mirrorlist é só colocar os mirrors copiados e descomentar para ativar as opçẽs corretamente;

  • {Opção gerando pelo reflector e rankmirror}

~> Na opção do rankmirrors esse comando:

rankmirrors —verbose -n 10 /etc/pacman.d/mirrorlist

Gera os mirrors desejados mais rápidos e na quantidade desejada, então se você mudar o número 10 para 5, a lista que será gerada vai ser dos 5 mirrors, quando indicamos a pasta no fim do comando também podemos indicar onde vai ser salvo, podendo ser em um arquivo novo ou no escolhido;

~> Na opção de gerar os mirrors pelo reflector é bem parecida com o rankmirrors, são gerados os mirrors mais rápidos e salvos no local que você desejar. O comando a ser usado é:

reflector —verbose —latest 10 —protocol https —sort rate —save /etc/pacman.d/mirrorlist

E assim como o mirrorlist você consegue escolher a quantidade que você deseja que seja listada, mas também o tipo de mirror que pode ser https ou http, fora o sort;

________________{Observações adicionais}

~> "Caso você não tenha selecionado os mirrors durante a instalação os mirrors padrões do seu sistema são os do reflector, essas opções de modificação serve pra qualquer tipo de caso, desde você ter mudado na instalação ou não;"

~> "É importante você decidir se para o seu gosto pessoal vai valer a pena ou não a modificação dos seus mirrors, caso esteja te suprindo é okay, mas caso contrário siga corretamente o processo de modificação para não ocorrer um problema maior a longo prazo;"

~> "Quando você gera os mirror pelo reflector e pelo rankmirrors tem uma segurança maior de velocidade e funcionamento, já que essas duas opções testam justamente isso e manualmente a margem de erro aumenta. Enfim, é isso, sejam felizes com os mirrors que quiserem usar da forma que desejarem usar!"


6.2 -|Pacstrap|-

Para fazer a instalação do arch é usado geralmente o ‘pacstrap’, nele instalamos os pacotes de base, o linux e também pacotes não essenciais. Com esse comando também conseguimos por a interface gráfica (GUI) desejada, usando: Gnome, Plasma, xorg, wayland, etc...

Antes de fazer a instalação, você pode modificar o arquivo de configuração para descomentar a linha ‘37,1’ do ‘ParallelDownloads=5’ para fazer os downloads mais rápido. Para acessar o arquivo basta usar o comando:

vim /etc/pacman.conf

Agora é só descomentar a linha desejada apagando o símbolo ‘#’ e é só digitar ‘:x’ para sair e salvar como no print abaixo:

ParallelDescomentado-Print


" Importante: Caso você esteja usando uma ISO que você baixou a muito tempo vai ser preciso atualizar e sincronizar, caso contrário vai dar erro e não vai instalar nada. O comando é:

pacman –Sy archlinux-keyring

Algumas vezes também é necessário renovar as chaves usando:

pacman-key —init
pacman-key —populate

Isso deve ser o suficiente para resolver 80% dos problemas. Caso não funcionar de nenhum jeito, vale mais a pena renovar a ISO, senão o processo vai ser maior e mais manual."


Agora para iniciar a instalação o comando que utilizamos é o seguinte:

pacstrap –K /mnt

Após esse comando é só adicionar os programas de sua preferência, começando pelos de base, senão o sistema não vai ser instalado corretamente. Segue o comando com as configurações abaixo:

Esse é o comando só com os essenciais para o linux rodar sem sistema gráfico nenhum, sem programas, sem gerenciadores nem nada, ou seja pelado:

pacstrap –K /mnt base linux linux-firmware

Esse comando tem minhas configurações pessoais:

pacstrap –K /mnt base linux linux-firmware linux-headers base-devel git nano vim zsh fish bash-completion grub efibootmanager networkmanager pipewire pipewire-alsa pipewire-pulse pipewire-jack wireplumber dmenu acpi xorg xorg-server xmonad xmonad-contrib pacman-contrib 

Segue abaixo a grafia de como vai ficar o comando e após dar ‘enter’ e a tela que aparece antes de iniciar os downloads, se tiver algum erro no nome de algum programa o processo não vai iniciar, por isso é indicado pesquisar a forma correta de escrever ou remover ele da lista e instalar depois. Veja os dois prints a seguir:

Pacstrap1-Print


Pacstrap2-Print

Ao finalizar a instalação vamos seguir para configurar o sistema antes de reiniciar, é importante lembrar de não reiniciar ainda a menos que você queira refazer tudo de novo agora!!!




7) Configurar o sistema antes de reiniciar

Começamos com um comando que cria um sumário de tudo que tem no computador, para ser montado quando for inicializado.

genfstab –U /mnt >> /mnt/etc/fstab

Para mudar da ISO para o HD/SSD físico do PC e fazer o gerenciamento e organização.

arch-chroot /mnt

EntrarChroot-Print

Agora iniciamos gerando a linguagem e organizamos o teclado:

vim /etc/locale.gen

Basta descomentar a linguagem desejada removendo o símbolo de ‘#’ no arquivo de configuração e salvar usando o ‘:x’, assim como no print abaixo:

LocaleDescomentar-Print

SalvarX-Print

Abaixo usamos o comando para gerar todas as linguaens que foram descomentadas e salvas no arquivo de configuração, é uma forma de ativar elas para serem utilizadas no sistema. Veja o comando e o print a seguir:

locale-gen

GeraLinguas-Print

Vamos utilizar o comando ‘echo’ que direciona tudo o que foi escrito para o local que desejamos. Com ele vamos configurar a linguagem padrão do sistema, o mapeamento de teclado padrão do sistema e o nome do Host/Dono do sistema, é o nome do seu computador para outras pessoas.

Para definir a linguagem do sistema, note que é só colocar após o sinal de ‘=’ o nome da linguagem no formato de sigla seguido da marcação ‘.UTF-8’, para indicar o idioma e formato:

echo “LANG=pt_BR.UTF-8” > /etc/locale.conf

Para definir o mapeamento do teclado é só definir após o símbolo de ‘=’ sem mais indicativos além do formato de teclado:

echo “KEYMAP=br-abnt2” > /etc/vconsole.conf

Para dar um nome de Host/Dono só é necessário deixar o nome entre parenteses:

echo “ArchFox” > /etc/hostname

Note que em todas as opções utilizamos o símbolo ‘>’ e o local absoluto de armazenamento em seguida como ‘/etc/locale.conf’, ‘/etc/vconsole.conf’ e ‘/etc/hostname’, isso é muito importante para que seja salvo corretamente todas as configurações que você fez anteriormente.

EchosComandos-Print

Agora chega minha parte favorita de configurar o Pacman no PACMANager, pacman é uma sigla para ‘gerenciador de pacotes/pack manager’, o que vou fazer é ativar uma opção que faz aparecer um desenho de pacman quando os programas são instalados e atualizados, também vou ativar os módulos: ‘Color’, ‘ParallelDownloads’ e ‘Verbose’. Esses módulos servem para deixar mais colorido, acelerar os downloads e ajudar a visualizar melhor o que cada comando faz.

Exemplo de como vai aparecer pelo terminal:

PacmanTerminal-Print

pac

ver

Para isso faremos algumas mudança no arquivo de configuração do ‘pacman’ novamente pelo comando:

vim /etc/pacman.conf

A sessão que vamos modificar é da linha 31 até a linha 37, então vamos adicionar mais uma linha que vai ser a 38, basta descomentar os módulos: ‘Color’, ‘VerbosePkgLists’ e ‘ParallelDownloads’.

Para poder modificar o arquivo, basta usar o comando:

i

Na linha abaixo de ‘ParallelDownloads’ adicione na linha 38 a frase e pule uma linha, a frase é:

ILoveCandy

Faça como no print abaixo:

PacmanConfigAll-Print

Fora o ‘ParallelDownloads’ (que pode ter o número de downloads alterado para qualquer outra numeração que você queira), esses passos são opcionais, já que: a opção ‘Color’ só serve para deixar as coisas mais coloridas no terminal, e isso ajuda a visualizar independente do shell que você for utilizar; a opção ‘VerbosePkgLists’ só serve para ter mais texto explicado o que cada comando faz ou os processos que estão sendo realizados de uma forma mais visível; e a opção de adicionar a linha ‘ILoveCandy’ é por pura diversão para ver o pacman comendo as bolinhas durante as atualizações/downloads de pacotes.

Gosto de ativar essas opções porque me ajudam a aprender e me sentir mais confortável sobre arquivos de configuração e me fazem sentir mais cofiante na hora de modificar sozinha por exemplo.

Agora vamos para os gerenciamentos de administrador. Para isso também vamos modificar um arquivo de configuração chamado ‘sudoers’, nesse arquivo vamos descomentar a linha ‘wheel’ ou ‘roda’ que é basicamente a lista VIP de usuários, quando descomentamos ela podemos gerenciar as permissões que cada usuário tem no computador, ao que eles terão acesso ou não.

Para editar o arquivo responsável pelos administradores vamos usar:

vim /etc/sudoers

Agora é só descomentar a linha ‘85,1’ como no print abaixo:

GrupoWheel-Pint

" É importante entender que existem várias linhas relacionadas ao grupo wheel/administradores, a linha descomentada abaixo foi a '85,1' que garante acesso a tudo do sistema quando o usuário é adicionado ao grupo wheel/administradores.

Leia atentamente o que você está descomentando e para quem você está dando cada permissão e acesso ao criar um novo usuário que não seja o seu pessoal."

Ao sair lembre-se de apertar ‘esc’ seguido de ‘:x’ para salvar todas as alterações ao sair do arquivo de configuração.

O próximo passo é criar uma senha de ADM utilizando o comando:

passwd

Ativa a criação de senha e te pede para adicionar e confirmar ela, a senha fica escondida como no print abaixo:

SenhaADM-Print

Agora vamos criar um usuário, já adicionar como menbro do grupo ‘wheel’ e criar o diretório do usuário, sendo por que no final do comando também criamos o nome do usuário, fazemos isso usando o comando:

useradd –G wheel –m –d /home/PastaDoUsuário NomeDoUsuário

A semântica segue a ordem seguinte:

  • useradd = Adicionar usuário.

  • -G = Adicionar ao grupo.

  • wheel = Nome do grupo.

  • -m + -d = Criar e adicionar um diretório.

  • /home/NomeDaPasta = Diretório absoluto de onde vai ficar o usuário, ou seja na pasta ‘/home/’ e vai ser criada a pasta do usuário conforme os dois comandos anteriores.

  • Espaço e NomeDoUsuário = Isso serve para gerar um nome que vai ser o que você vai usar para logar no seu usuário e colocar a senha dele.

O retorno que o terminal vai te dar não vai ser nada, mas se tiver um erro vai aparecer na tela, quando é criado corretamente fica assim:

UseraddCriado-Print

Agora é só gerar uma senha para o usuário com o comando e nome do usuário, lembrando que se o usuário não for criado vai dar erro na hora de gerar uma senha, mas o comando é assim:

passwd NomeDoUsuário

SenhaUser-Print

Agora vamos para a configuração do Grub - ArchWiki as sessões que vamos usar são: ‘1’ e ’2.3’. Lembrando que se você não estiver na máquina virtual, vai precisar fazer essa etapa seguindo os passos abaixo para ‘efi’:

grub-install —target=x86_64-efi —efi-directory=/boot/efi —bootloader-id=NomeDoHost —removable

grub-mkconfig –o /boot/grub/grub.cfg

Para o legacy (eu não uso a menos que esteja em VM, que é o padrão):

grub-install --target=i386-pc /dev/sdx

grub-mkconfig –o /boot/grub/grub.cfg

GrubLegacy-Print

_________________{Em caso de Dual Boot – Dois Sistemas}

Para detectarmos outros sistemas sem erros para eles coexistirem é necessário modificar o arquivo de configuração do grub, editamos pelo comando abaixo:

vim /etc/default/grub

Basta descomentar a linha ‘63,1’:

GRUB_DISABLE_OS_PROBER=false

DualGrub-Print

Essa linha que descomentamos acima serve para detectar outros sistemas.

Só é necessário realizar esse processo no caso de você desejar ter 2 ou mais sistemas na mesma máquina, por exemplo: ‘ArchLinux’ e ‘Windows’.




8) Reinicialização

Agora é só sair do ‘arch-chroot’ digitando:

exit 

Outra opção é apertar as teclas: ctrl+d

Depois é só digitar:

reboot

ExitReboot-Print

Seu computador vai reiniciar e ao iniciar o sistema já vai estar instalado e ativo, já pode remover o pen-drive se estiver usando um com a ISO.




9) Pós-Instalação

Esta sessão ainda está em desenvolvimento, recomendo fortemente que você utilize um auxilio melhor para configurar o seu sistema e use um arquivo de configuração de seu agrado pelo 'git clone'!


Nessa hora é uma boa ideia já ter suas configurações próprias prontas, o Arch basicamente vai ser instalado sem nenhuma interface e se você utilizar interfaces que você precisa configurar já é bom fazer com antecedência e deixar disponível no seu github ou gitlab. A menos é claro que você saiba construir seu código pessoal de cabeça.

Bom, caso você esteja usando alguma interface gráfica já pronta, basta ativar ela. Caso contrário, vamos ao rolê agora.

É muito importante ativar e habiltar corretamente os programas básicos para utilizar o seu ArchLinux e poder seguir para a utilização.

Iniciamos habilitando os 3 essenciais que são: Som, Internet e DisplayManager/GerenciadorDeDisplay.

Para habilitar são alguns comandinhos simples que vamos ver abaixo com os programas que eu utilizei nessa instalação como exemplo.

Ativa seu gerenciador de internet cabeada/wi-fi:

sudo systemctl enable --now NetworkManager

Ativa o sistema de som:

systemctl --user enable --now wireplumber

Ativa o display manager de sua escolha:

sudo systemctl enable lightdm

Dessa forma ativamos o básico para conseguir ouvir e navegar sem muito trabalho.

Agora vamos criar alguns diretórios base do sistema, como Área de Trabalho, Downloads, Documentos e etc...

Para isso vamos fazer o download de um programa que cria por padrão os diretórios com o comando abaixo

sudo pacman -S xdg-user-dirs

Para criar os diretórios basta ir para a pasta do seu usuário e utilizar o comando:

xdg-user-dirs-update

Esse comando é usado quando rodamos pela primeira vez o programa, e ele cria as pastas e diretórios padrões de um sistema, como na imagem abaixo.

DiretóriosXDG-Print

Agora já temos o essencial do systemctl habilitado, temos pastas para navegar e temos um display manager para podermos ver uma tela de login e usuário, além de ativar o nosso display do sistema ao iniciar o computador.

Muito importante, se o tema do seu display manager não for ativado, ele não vai rodar direito para iso usamos a sessão da ArchWiki-LightDM para escolher o gerenciador de temas.

O próximo passo é configurar a interface gráfica de sua escolha!




10) Organização da interface gráfica e visual

Essa parte é um pouquinho mais fácil, é a hora da gente ficar mexendo no que quiser pra deixar mais bonitinho, então vou dar algumas opções.

  • Mexer direto no arquivo de configuração dos modificadores do seu sistema, ex: xorg, xmonad, xmobar, polybar;

  • Mexer nas configurações usando arquivos pré-prontos já com um design definido, ex: dotfiles/arquivos de configuração, backup de um outro sistema, etc;

  • Utilizar programas para configurar o seu desktop, ex: nitrogen, pcmanfm, lxappearance, etc;

O jeito mais certeiro é ter uma pré-configuração já pronta com suas preferências, chamamos essas pré-configurações de dotfiles, mas eu prefiro dizer que é um arquivo de configuração.

Tem várias formas de criar e alocar eles, o que eu prefiro é deixar alocado em um lugar de fácil acesso pelo terminal e com backup garantido, fora que seja fácil de manter atualizado. Por isso é muito fácil encontrar esses tipos de arquivos no github ou no gitlab por exemplo.

É importante ter uma ideia do que você vai precisar para o seu computador, já que nesses arquivos não tem somente a aparência dele, você também pode deixar scripts de configuração do sistema e pastas com as suas configurações pessoais para aparelhos USB, etc...

Essa é a hora de você criar e explorar mesmo, ter ideias e testar essas ideias.

Vou deixar um exemplo de como implementar alguns dots do github pelo terminal. O processo é bem simples de se fazer.

Iniciamos fazendo uma pesquisa e escolhendo algum arquivo de configuração com a aparência desejada, como eu já escolhi o meu por recomendação vou pular essa parte da pesquisa.

Agora que o arquivo já foi escolhido é só copiar o link do código do github ou gitlab:

CopyCode-Print

Após copiar o link é só por o seguinte comando com o URL copiado na frente do código no terminal:

git clone https://github.com/thalting/dotfiles.git

GtiCloneDots-Print

Após clonar os pacotes de configuração, para ativar as modificaçõesnós vamos fazer o seguinte.

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Guia pessoal de instalação com os comandos geralmente usados e com base na ArchWiki oficial para me guiar.

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