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planning-workflow

Skills para o ciclo de vida de uma feature, da ideia crua até a execução, e a depuração de quando algo quebra no caminho.

Empacotado como plugin de Claude Code, mas o conteúdo é markdown puro: três das quatro skills não dependem de nenhuma ferramenta específica e rodam em qualquer agente que aceite instruções em arquivo. Ver Usar em outro agente.

  • spec-interview — entrevista em rodadas até a ideia fechar: classifica a escala (sonda / limitada / arquitetural), mapeia a árvore de decisões e pergunta a fronteira inteira por rodada com a recomendação em cada pergunta, busca sozinha os fatos que estão no código ou no banco, e só para quando não sobra decisão em aberto: a fronteira da árvore vazia e a varredura de cobertura sem categoria ausente. Termina com a spec escrita no esqueleto (references/spec-template.md: requisito com id e cenário de aceitação, critério de sucesso com número, decisão com autoria) e aprovada.
  • power-plans — escreve o plano de implementação desenhado para execução multi-agente, com o aparato na medida do risco (mínimo, parcial ou completo) e um plano por família de problema: evidência antes de plano, níveis de complexidade, matriz de ownership de arquivo, contratos congelados, grafo de ondas e um gate antes do passo irreversível. A revisão externa da spec e do plano é recomendada e opcional: quem decide, e nomeia o modelo, é o usuário. O plano não cita orquestrador; a revisão só usa a skill orchestration quando o modelo nomeado não roda como subagente no harness.
  • orchestrating-execute — executa esse plano: portão de atribuição de modelo por nível, laço de ondas com aceite do coordenador por tarefa (aceitou: marca a task e fecha o terminal, sem que o usuário peça), um gate por plano em rodada única antes do passo irreversível, advisor de rumo com orçamento (uma consulta por veredito de gate, mesmo modelo do gate, registro obrigatório da divergência), e o que nunca se delega. Usa a skill orchestration do Orca para a mecânica.
  • systematic-debugging — causa raiz antes de conserto: as quatro fases, o limite de três consertos falhados que vira questão de arquitetura, e as racionalizações que precedem cada banda-aid.

São genéricas de propósito. As regras específicas de cada repositório saem do CLAUDE.md / AGENTS.md dele, e de um .claude/plan-profile.md opcional.

E continuam genéricas por manutenção, não por sorte. Quem edita este repositório segue o AGENTS.md: entra o conceito, a peculiaridade do projeto onde o aprendizado aconteceu fica no CLAUDE.md dele. Uma linha escrita aqui é carregada em sessões de repositórios que não têm nada a ver entre si.

Onde isso entra

ideia  →  spec-interview  →  spec aprovada  →  power-plans  →  plano commitado  →  orchestrating-execute
                                                                                            |
                                                systematic-debugging  <---- quebrou --------+

spec-interview e power-plans param sozinhas: uma entrega a spec, a outra entrega o plano. Quem sobe worker é orchestrating-execute, e só quando o usuário mandar.

Instalar

Claude Code, pelo marketplace (recomendado)

Dentro de uma sessão:

/plugin marketplace add hybridapp323/planning-workflow
/plugin install planning-workflow@planning-workflow

O repositório é o próprio marketplace (.claude-plugin/marketplace.json na raiz). Marketplace de terceiro nasce sem atualização automática: ligue em /plugin → Marketplaces → planning-workflow → Enable auto-update, uma vez por máquina. Sem isso, atualizar é /plugin marketplace update planning-workflow à mão.

O plugin.json não tem version de propósito: sem ela, a versão é o commit, e todo push chega nas instalações. Com uma version fixa, o Claude Code mantém a cópia em cache até alguém subir o número.

Claude Code, por clone

Serve quando você quer editar as skills e versionar as mudanças de volta. O diretório precisa ser filho direto de ~/.claude/skills/:

git clone https://github.com/hybridapp323/planning-workflow.git ~/.claude/skills/planning-workflow

Carrega na sessão seguinte, ou imediatamente com /reload-plugins. Atualizar: git pull nesse diretório. Depois de editar, git add <caminhos> && git commit && git push — nunca git add -A, porque as skills são documentação viva e costumam ter mudança de mais de uma sessão na árvore.

Usar em outro agente ou outro CLI

O núcleo é markdown com frontmatter YAML (name, description) e não tem código. O que muda de agente para agente é só como ele descobre e carrega o arquivo.

Portabilidade, honestamente:

Skill Portável? O que prende
power-plans sim, inteira nada. O plano não cita orquestrador: é um grafo com níveis, donos e contratos congelados. Só a revisão externa, quando o modelo pedido está fora do harness, aponta para a orquestração
systematic-debugging sim, inteira nada
spec-interview sim, com um detalhe prefere a ferramenta de pergunta em modal do harness (AskUserQuestion); sem ela, a própria skill traz o formato em texto numerado
orchestrating-execute parcialmente a mecânica é do Orca (orca, wave.sh), a camada de orquestração usada aqui. A skill diz o que fazer sem ele: "o plano continua válido, é um grafo com níveis, donos e contratos; execute com o mecanismo de subagente que houver". Já references/orca-traps.md é 100% específico e não serve fora do Orca

Receita mínima em outro agente:

  1. Copie skills/<nome>/SKILL.md e o references/ dele para onde aquele agente lê instrução (pasta de skills, regras, ou system prompt).
  2. Se o agente não faz seleção automática por description, cole hooks/session-start.md no prompt de sistema. São ~20 linhas com a tabela pedido → skill, e é o que faz o agente escolher a skill certa antes da primeira ferramenta.
  3. Ignore .claude-plugin/ e hooks/hooks.json: são formato de Claude Code e não têm equivalente garantido em outro lugar.

O ciclo em si — spec fecha antes do plano, plano fecha antes da execução, e cada um para no próprio portão — não depende de ferramenta nenhuma.

Estrutura

planning-workflow/
├── .claude-plugin/
│   ├── plugin.json         # manifesto do plugin
│   └── marketplace.json    # o repo e o proprio marketplace: /plugin marketplace add
├── LICENSE                 # MIT, + atribuicao do material de terceiro
├── README.md
├── AGENTS.md               # regra de quem edita: conceito geral, nunca o caso de um repo
├── hooks/
│   ├── hooks.json          # SessionStart: injeta o roteador do ciclo
│   └── session-start.md    # o texto injetado
└── skills/
    ├── spec-interview/
    │   ├── SKILL.md
    │   └── references/
    │       ├── spec-template.md    # esqueleto da spec: FR-n com cenário de aceitação, SC-n, decisões com autoria
    │       └── coverage-scan.md    # segundo teste de fechamento: as categorias que a árvore não alcança
    ├── power-plans/
    │   ├── SKILL.md
    │   └── references/
    │       ├── plan-template.md
    │       ├── complexity-rubric.md
    │       ├── classes-de-erro.md  # as classes de erro medidas, com mecanismo e lastro
    │       └── external-review.md
    ├── orchestrating-execute/
    │   ├── SKILL.md
    │   └── references/
    │       ├── orca-traps.md       # armadilhas medidas do Orca
    │       ├── correcao-pos-gate.md # as lições medidas sobre a forma da correção depois do gate
    │       └── advisor.md          # brief, mandato, task ADV-n e registro do advisor
    └── systematic-debugging/
        └── SKILL.md

O gancho de roteamento

hooks/hooks.json injeta hooks/session-start.md no começo de cada sessão (startup, clear, compact). São ~20 linhas: a tabela pedido → skill, e a regra de que a decisão vem antes da primeira ferramenta.

A descoberta da skill já funciona sem ele — toda description entra na lista da sessão de qualquer forma. O gancho existe para o caso ambíguo, em que o agente racionaliza ("isso é simples", "deixa eu só olhar o código") e começa a implementar sem passar pelo ciclo.

Se em alguma máquina o gancho não carregar (o carregamento de hooks/ de um plugin instalado por diretório depende da versão do Claude Code), o mesmo efeito sai de seis linhas no ~/.claude/settings.json daquela máquina, apontando para o mesmo arquivo:

"SessionStart": [
  { "matcher": "startup|clear|compact", "hooks": [
    { "type": "command", "shell": "bash",
      "command": "cat \"$HOME/.claude/skills/planning-workflow/hooks/session-start.md\"" } ] }
]

Documentação viva

As quatro skills são documentação viva do próprio processo, e cada uma diz na seção final o que aceita receber. O critério de entrada é o mesmo em todas: custou.

Skill O que entra O que fica de fora
spec-interview Pergunta que faltou e virou retrabalho, bug, ou uma discussão que se repetiu pela segunda vez Preferência de estilo; ideia de pergunta que nunca foi testada
power-plans Lacuna de plano que quebrou execução paralela — contrato não congelado, consumidor esquecido, colisão de ownership Ajuste cosmético de template
orchestrating-execute Armadilha de execução paga na marra (references/orca-traps.md) Erro pontual de digitação numa sessão
systematic-debugging Armadilha de diagnóstico que custou tempo real e vai custar de novo — camada que engole erro, log que mente Bug específico de um repositório (isso é do CLAUDE.md dele)

Regra comum: a edição entra no mesmo trabalho em que o aprendizado aconteceu, nunca "depois". Doc desatualizada é pior que doc ausente — a próxima sessão segue a instrução errada com confiança.

Quem edita é o próprio agente, de dentro do projeto em que está trabalhando, e só quando julgar que o furo custou: melhora a seção que já existe antes de acrescentar, escreve no clone git de onde a skill foi carregada, não commita nem dá push, e avisa o usuário como follow-up. Quem confere e commita é o usuário. Instalação sem clone (cache do marketplace) não é editada: a proposta fica no relatório.

Regra comum número dois, e é a que mais escapa: o que entra é o conceito, não o caso. Um aprendizado só vira linha aqui depois de perder o nome da tabela, do cliente e do comando do repositório onde ele foi pago. O teste de três perguntas e o que nunca entra estão no AGENTS.md.

Licença

MIT, ver LICENSE. spec-interview e systematic-debugging adaptam material MIT de terceiro; a atribuição está no arquivo de licença e nos créditos abaixo.

Créditos

spec-interview e systematic-debugging adaptam material do plugin superpowers (MIT, Jesse Vincent): a classificação em três caminhos e o portão de aprovação da skill brainstorming, e as quatro fases da systematic-debugging. O formato de rodadas de fronteira vem da skill grilling.

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